O Projeto
O Livreto de Retalhos é essencialmente um projeto de criação coletiva.
Contando com 12 integrantes, de formações diversas, ligados à literatura, ilustração e música, o objetivo é a criação de 4 livretos contendo estórias, ilustradas e musicadas, onde cada elemento complementará o outro, formando ao final um produto único mas de elaboração multidisciplinar. Que caminhos estes livretos irão trilhar, ninguém sabe.
A imprevisível evolução destes 4 trabalhos poderá ser conferida aqui, com previsão de atualizações semanais ou quinzenais, e de conclusão em junho de 2010. E seja o que deus quiser!
Como Funciona
O objetivo é desenvolver 4 livretos, cada qual com 4 capítulos.
Estes capítulos serão formados, cada um, pela tríade “texto-imagem-som”, garantindo uma composição textual, ilustrativa e auditiva a cada um de seus quartos, totalizando assim 12 partes por livreto: 4 capítulos escritos, com 4 ilustrações cada e 4 canções cada. Não coincidentemente, 12 é o número de integrantes: 4 responsáveis pela parte escrita, 4 pela ilustrativa e 4 pela musical.
Inicialmente, cada escritor escreverá o primeiro capítulo de cada livreto, a partir de um dos 12 temas sugeridos livremente por todos os integrantes. Com os 4 capítulos prontos, cada um dos ilustradores deve criar uma imagem que não apenas retrate de alguma forma as idéias passadas no capítulo escrito como deve sugerir visualmente elementos para a continuação de cada uma das tramas iniciadas. Segue então a vez dos músicos, responsáveis em criar uma trilha sonora para este conjunto texto+imagem, de cada um dos 4 primeiros capítulos. As técnicas e estilos de cada um dos integrantes são totalmente livres, cabendo somente a eles decidirem o que será suas contribuições para o trabalho.
Uma vez terminada a primeira etapa, deverão ser iniciados os segundos capítulos de cada estória, da mesma forma, primeiro em texto, depois em imagem e por fim em música. No entanto, quem continuará o texto iniciado por um escritor é outro escritor, da mesma forma que ocorrerá com cada ilustrador e cada músico. E assim serão também nos terceiro e quarto capítulos.
Como consequência, ao fim dos 4 ciclos, 4 estórias estarão prontas, e cada um dos 12 integrantes terá sido responsável por 1/12 de cada um dos 4 livretos. Já que não é possível saber como cada segmento será continuado pelo próximo integrante, as possibilidades de desenvolvimento de cada livreto são infinitas, e os rumos que cada estória vai tomar cabe apenas a imaginação e criatividade de cada um.
Cronograma
A primeira edição do Livreto de Retalhos está prevista de acontecer de Janeiro a Junho de 2010. As evoluções deverão ser semanais ou quinzenais, e poderão ser conferidas neste blog sempre perto das datas abaixo:
10.01.10 – proposta de temas dos 12 integrantes.
24.01.10 – primeiros capítulos escritos.
21.02.10 – primeiros capítulos ilustrados.
07.03.10 – primeiros capítulos musicados.
14.03.10 – segundos capítulos escritos.
28.03.10 – segundos capítulos ilustrados.
25.04.10 – segundos capítulos musicados.
11.05.10 – terceiros capítulos escritos.
26.05.10 – terceiros capítulos ilustrados.
07.07.10 – terceiros capítulos musicados.
07.07.10 – quartos capítulos escritos.
26.09.10 – quartos capítulos ilustrados.
17.10.10 – quartos capítulos musicados.
01.12.10 – apresentação final dos livretos desenvolvidos.
Integrantes
Não podemos deixar de falar daqueles que fazem isto tudo possível. São eles:
Andrei Duarte é designer, ilustrador, animador, faz uns trampos de estamparia nas horas vagas, tenta tocar bateria quando pode e ainda anda de bicicreta tocando gaita e comendo um filé de pescada com arroz de brócolis tudo ao mesmo tempo sem tirar de dentro. Mas o que ele gosta mesmo é de encher a cara de cerveja ouvindo os Novos Baianos fazendo zum zum e pronto.
Clarissa Marinho se formou publicitária, mas comunica que não exerce. Estuda alemão, adora Hermann Hesse – que foi alemão – e adora também a chuva, esta que só é alemã na Alemanha. Admira os pinguins pela fidelidade e aparência. Admira os homens mais pela aparência. É adepta das novidades mas cuida bem das mais antigas de qualidade. Diz que escrever é terapêutico. Gosta de música, leveza e simplicidade, mas encontra substrato é em observar as complexidades do mundo.
Daniel Lopes tem 32 anos vividos. Fez publicidade. Mas largou tudo. Depois fez música. Aí largou tudo também. Então virou um músico-publicitário, mesmo assim. Talentoso compositor, hoje é um dos sócios da produtora de audio publicitário Sonido, já foi o homem de frente da banda de rock/pop indepentente =reverse=, dividiu palco com o cantautor Leoni, fez seu disco solo e hoje toca no Les Pops.
Fabio Lopez é carioca de 1978, designer e mestre pela ESDI, e durante cinco anos trabalhou no departamento de criação da marca Redley. Desde 1998 desenvolve fontes digitais, algumas apresentadas e premiadas em exposições nacionais e internacionais. Trabalha como freelancer em projetos de identidade, moda e ilustração, e pratica design subversivo nas horas vagas. Em 2007 aprontou uma confusão com o projeto ‘War in Rio’, que lhe valeu 15 minutos de fama e a inimizade da cúpula de segurança do Estado do Rio. Desde 2008 desenvolve o curso ‘Typoreaks – tipografia diferente’, e recentemente passou a lecionar como professor colaborador na PUC do Rio de Janeiro. Fotografa, administra um blog sobre design gráfico holandês, escreve poesias estranhas, torce pro mengão e não larga o caderno.
Felipe Schuery também é carioca e também nasceu em 1978. Atualmente come croissants em Tours, França. Quando viu os Pixies ao vivo, chorou. Apaixonado por dicionários, mas casou foi com a Clarice. Formado em comunicação pela UFRJ, desde cedo já era chegado a um violão e um livro, o que lhe rendeu inúmeras composições, algumas divulgadas e outras não. Um dos fundadores e integrantes do Lasciva Lula, permaneceu na banda por toda sua existência, de 1998 a 2007. Lançou disco solo em 2009, intitulado “Data Crônica”, ao custo de muita dedicação e algumas cervejas, não necessariamente nesta ordem. Completam a discografia: “Lasciva Lula” (2000), “1ª Edição” (2002), “Óleo de Saliva” (2003), “Sublime Mundo Crânio” (2007) e “Lasciva Lula V” (2008 – sobras compiladas após término da banda).
guga_bruno tem 32. Logo cedo herdou de seu pai o gosto pela guitarra. Hoje, além de guitarrista é compositor, produtor musical e tijucano. Aliás, tijucano sempre foi. Compositor, guitarrista e vocalista do Chinelo de Couro Cru e os Cruzados de Canhota, fez parte do Lasciva Lula de 2002 até sairem de fininho do embróglio do rock. Em 2007 comandou a coletânea virtual “Sargento Pimenta 2007″, em tributo ao “Sgt. Pepper Lonely Hearts Club Band”; e em 2009 lançou seu primeiro trabalho solo, o album virtual “Nanogravura Popular Brasileira”, além de produzir, mixar e guitarrear o trabalho solo de Felipe Schuery, “Data Crônica”. Também em 2009 levou ao ar o projeto “Música Artesanal”, ponto de partida fundamental para a idéia do Livreto de Retalhos.
Laura Pires nasceu no mesmo dia em que nasceu Madre Teresa de Calcutá, mas não é nenhuma santa. Estudante de letras pela UFRJ e professora de inglês no CLAC e na Marinha, é escritora particular desde criancinha. Pianista frustrada. Às vezes entendiada, noutras apaixonada, é uma hipérbole ambulante. Acha que deveria ser um pouco mais alta ou um pouco mais baixa do que é. Alérgica a tudo, não sabe andar de bicicleta, nunca bebeu nem fumou, coleciona chaveiros e, todo ano, por algum motivo misterioso, algo extraordinário acontece em sua vida no dia do aniversário da Madonna.
Marcello Cals é daqueles que não pára quieto e acha que pode sair fazendo qualquer coisa. Arquiteto formado na UFRJ em 2003, também atua ou atuou como músico em diversos projetos por aí, como o Toca pra Subir, Mixtape, Ilegais e Clandestinos e a extinta Lasciva Lula. Tem o péssimo hábito de não saber dizer não e possui sérios problemas em conciliar seu tempo com todas as mil coisas que gostaria de fazer. Escreve e fotografa, mas não dança e nem sapateia. Vive de paz com a vida mas mal pode esperar pelo fim do mundo. Acredita no amor, não tem ressaca e dorme em qualquer lugar, mas sua maior virtude mesmo é ter tido lábia para convencer 11 pessoas talentosas a ceder seus preciosos tempos para este projeto.
Miguel Revesso nasceu em Buenos Aires, mas apesar disto é gente boa. Filho de portugueses, veio parar no Rio de Janeiro em 1984. Escreveu seus primeiros versos aos 9 anos e aos 17 começou a tocar seus primeiros acordes de violão. Autodidata, não é difícil encontrá-lo introspectivo, mergulhado em pensamentos inacessíveis. Seus interesses passam por filosofia, religião, artes e natureza. Por ter crescido em meio ao turismo, velho negócio de família, teve acesso fácil a viagens não só no Brasil como também mundo afora. Essa oportunidade lhe abriu as portas para conhecer as diversidades naturais e culturais de diferentes regiões do planeta. Já escreveu e editou dois livros, fez parte de meia dúzia de bandas e ouviu lhe dizerem “Cuidado para não ser mais um neurótico querendo mudar o mundo” enquanto conversava sobre Gandhi, Jesus e Guevara.
Rafael Saraiva não acredita em releases.
Ramon Ribeiro quer apenas dominar o mundo. Nascido na pacata Niterói, é um cara fazendo um monte de trecos. Após ter largado uma promissora carreira de jogador de futebol, hoje pode ser facilmente encontrado alcoolizado nos botecos da vida, rindo em shows de stand-up comedy ou louvando o mengão no Maraca. Estranhamente graduado em Informática, também possui destaque como rockeiro, criador de marchinhas, comediante de stand-up e espetáculos de improvisação.
Theo Fellows é um jovem multifuncional ou, em outra perspectiva, alguém completamente desnorteado na vida. Dependendo do seu estado de espírito, pode ser ator, diretor teatral, iluminador, filósofo, escritor… enfim, topa tudo aquilo que não dá dinheiro mas que traga algum contentamento. Fã de Bob Dylan e flamenguista praticante, atualmente tem se dividido entre a investigação sobre o trágico na obra de Friedrich Hölderlin e a tarefa de assistir todos os episódios de Family Guy. Infelizmente, a CAPES só reconhece uma destas atividades como digna de uma bolsa de mestrado. Mas é seu destino mudar estas concepções tacanhas do financiamento à pesquisa no Brasil.
Só em ter a presença da Clarissa Marinho já é promessa de coisa boa!
Ramon Ribeiro junto com Andrei Duarte… isso vai ser uma grande bagunça.
Mas eu aposto todos os meus 2 reais que será um sucesso, pois tive a honra de trabalhar com essas duas figuras ilustradíssimas.
Sorte e sucesso… o resto vocês já tem.
Abraços,